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quinta-feira, 15 de março de 2012

Do afeto






Lembrei há pouco da última vez que vi esse clipe.
Era um Dia das Mães e eu estava longe do meu filho, mas ganhei a companhia de uma menina doce, que não era nem é minha, não faz mais parte dos meu dias, mas naquela tarde foi muito mais do que uma filha, foi meu mundo inteiro.

Enquanto, na sala ao lado, eles vibravam com o futebol, no quarto eu e ela, duas meninas, compartilhávamos da beleza de ser mulher, de se surpreender com as 'mimosices' da vida e das coisas simples e eu descobrindo um pouco mais sobre como é possível e gostoso amar incondicionalmente uma criança.


P.S: É essa música e não exatamente esse vídeo, é o clipe. Mas não consegui vincular o link do youtube ao blogger :( Vale o registro...

quarta-feira, 14 de março de 2012

Dia da Poesia

 

Poema XX - Pablo Neruda

E no dia da poesia.. POESIA!


Como dois e dois são quatro 
Sei que a vida vale a pena 
Embora o pão seja caro 
E a liberdade pequena 
Como teus olhos são claros 
E a tua pele, morena 
como é azul o oceano 
E a lagoa, serena 

Como um tempo de alegria 
Por trás do terror me acena 
E a noite carrega o dia 
No seu colo de açucena 

- sei que dois e dois são quatro 
sei que a vida vale a pena 
mesmo que o pão seja caro 
e a liberdade pequena.

(Ferreira Gullar)



quinta-feira, 8 de setembro de 2011


"Ela também teve seu coração machucado. Dilacerado, imagino. Normal. Desse mal, meu bem, ninguém escapa. Mas o bom disso tudo é que agora consigo abrir meu coração sem rodeios. Sim, amei sem limites. Dei meu coração de bandeja. Sim, sonhei com casinhas, jardins e filhos lindos correndo atrás de mim. Mas tudo está bem agora, eu digo: agora. Houve uma mudança de planos e eu me sinto incrivelmente leve e feliz. Descobri tantas coisas. Tantas, Tantas. Existe tanta coisa mais importante nessa vida que sofrer por amor. Que viver um amor. Tantos amigos. Tantos lugares. Tantas frases e livros e sentidos. Tantas pessoas novas. Indo. Vindo. Tenho só um mundo pela frente. E olhe pra ele. Olhe o mundo! É tão pequeno diante de tudo o que sinto. Sofrer dói. Dói e não é pouco. Mas faz um bem danado depois que passa. Descobri, ou melhor, aceitei: eu nunca vou esquecer o amor da minha vida. Nunca. Mas agora, com sua licença. Não dá mais para ocupar o mesmo espaço. Meu tempo não se mede em relógios. E a vida lá fora, me chama!"


(Fernanda Mello)

terça-feira, 19 de julho de 2011



Da série Imagens que valem mil palavras - maravilhas da natureza!!
Lindo!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Arte de Mauricio Takiguthi




O Louco


Perguntais-me como me tornei louco.
Aconteceu assim:
um dia, muito tempo antes
de muitos deuses terem nascido,
despertei de um sono profundo
e notei que todas as minhas máscaras tinham sido roubadas - as sete
máscaras que eu havia confeccionado e usado em sete vidas - e corri sem
máscaras pelas ruas cheias de gente, gritando:
"Ladrões, ladrões, malditos ladrões!"


Homens e mulheres riram de mim
e alguns correram para casa, com medo de mim e quando cheguei à praça
do mercado, um garoto trepado no telhado de uma casa gritou:
"É um louco!"


Olhei para cima, para vê-lo.
O sol beijou pela primeira vez minha face nua.
Pela primeira vez, o sol beijava minha face nua, e minha alma inflamou-se de
amor pelo sol, e não desejei mais minhas máscaras.
E, como num grande transe, gritei:
"Benditos, benditos os ladrões
que roubaram minhas máscaras!"


Assim tornei-me louco.
E encontrei tanto liberdade como segurança em minha loucura: e a segurança
de não ser compreendido, pois aquele desigual que nos compreende
escraviza alguma coisa em nós.




Khalil Gibran




P.S: Texto que sempre vem à minha lembrança como a mais sublime definição do que alguns chamam de loucura.
Ah, se tu, Davi Macedo, estiver aqui, respondi teu comentário no post do R.R.!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Hoje...



Hoje eu acordei numa casa diferente, num quarto diferente, sem nenhuma maquiagem, meus amigos estão ocupados, meus pais não podem sofrer por mim. Hoje eu acordei sem nada no estômago, sem nada no coração, sem ter para onde correr, sem colo, sem peito, sem ter onde encostar, sem ter quem culpar. Hoje eu acordei sem ter quem amar, mas aí eu olhei no espelho e vi, pela primeira vez na vida
, a única pessoa que pode realmente me fazer feliz!

Tati bernardi

terça-feira, 25 de janeiro de 2011



"Um dia em que não se aprende nada é um dia perdido"


Jesus disse: - Um dia feliz às vezes é muito raro.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

"Eu já nem quero te fazer entender, não. Cansei. Minha boca abre e fecha, e tudo o que teima em escapulir, eu acabo engolindo outra vez. Pode ter sido essa noite em claro, em meio ao frio, ao cinza, aos raios amarelos que eu esperei e não apareceram. Pode ter sido. Ou talvez apenas mais uma invenção minha. É, você sabe que eu crio situações por nós dois, resolvo, problematizo, e no final já nem existia nada. Vai ver eu acabe criando propositadamente, pra poder me envolver com qualquer coisa que não seja a verdade silenciosa que fica sussurrando em qualquer presença ou ausência nossa. E tudo isso me entorpece tão profundamente, sabe? Findo expulsando incoerências destrambelhadas porque eu queria mais era te ver - te ouvir, ler, que seja - berrando qualquer coisa. Uma manifestação. Um copo quebrado, um cheiro de vinho pela sala, ou qualquer reação vermelha que me fizesse levar à boca o dedo cortado. Acontece que eu espero, e as ranhuras se dão por dentro, de um jeito todo enigmático, sem pretensão tua, mas por convenção minha. Eu te chamo e não vem palavra. Te chamo, e não vem você. Acabo voltando, também. Recuo um passo ou dois, e fico observando com um olhar pervagante tudo o que se movimenta. Tento ser pedra, em vão. No fim eu sempre volto, sem a menor resistência, cantarolando uma bobagem qualquer, impregnada de você em todas as lembranças do futuro que não é. Somos errados, menino. De um jeito estúpido, eu penso em como seria se não houvéssemos acontecido. Eu queria expor todo o meu sentimento agora numa dessas minhas frases curtas. Queria fazer do sentimento algo claro, permitido, solto. Mas daí eu amarro tudo, e vou enovelando gestos secretos que muito provavelmente te fariam tropeçar, caso desenrolasse. E eu sei, ah, como eu sei!, que você se preserva de maneira igual. Existe sempre algo que fica. Mesmo que a gente decida ir embora, algo fica. Lembro meus momentos de surto, com tuas batidas de porta. Sempre me julguei tão calma e serena, que me surpreendo ao ficar de veneta nessas horas. Os pedidos para que você não ouse saber de mim, os adeus recheados de drama. E a amiga que me lembra que sou de peixes - e pra você isso não quer dizer nada. Mas me desenho besta. Teimosa. E agora, impulsiva. Impulsiva de um jeito que eu queria pegar o telefone e cantar com minha voz cor-de-rosa qualquer tom desafinado de All My Loving ao teu ouvido, porque ultimamente são os Beatles que passaram a virar desenho de qualquer momento nosso, no meu mundo. Mas eu não consigo, menino. Eu viro adolescente boba, que fica olhando de meia em meia hora pro celular, que checa o e-mail com uma vontade nada habitual, e que depois lembra de ter te pedido para ir. Lembra que talvez fosse isso que você sempre quisesse ouvir. E lembra, mais ainda, que se eu me propor, posso acabar me afeiçoando à ideia do não voltar. É que... Você não acha de uma tolice tão grande essas pequenezas que em nossas mãos se tornam graúdas? Aí eu fico te contando que somos crescidos. E você discorda. E eu fico em cólera. E você vai. E daí a queda d'água interna começa a despontar, em mim. Só em mim. Começa urgente, e depois fica mansa, miudinha, igual minha vontade de acordar. É que sempre sonho, menino. Sonho você sonhando comigo, eu dentro do teu sonho, você no meu, e depois... Depois eu só peço que nenhum de nós dois queira despertar. Tô falando muito, eu sei. Por nada, é verdade. Por um desenrolar exclusivamente meu diante da tua opção de mudez, que me dilacera imenso, ainda que o guardado seja insignificante. Ei, não bate a porta, não. Porque tenho medo de trancá-la, e virar muro entre nós. Eu sei que sou tonta, dramática, chata, e ultimamente várias, dentro de uma só. Mas você não é nada fácil, também. Nos abraçamos assim, não foi? Isso é um ponto em comum. A verdade é que eu queria deitar no teu colo, com descuido e alguma pressa, e te contar tudo isso, em meio a um disparar de palavras ininteligíveis, que findasse com você me dizendo que não precisa dizer nada. É que eu não te esperava, não. E sei que você não me esperava também. Um desesperar, era? Eu queria não esperar nada. Seria mais fácil toda relação, se o não-esperar existisse, e fosse possível. Esperar, desesperar. E eu tive noção de que em meio a todo e qualquer desencontro, acabamos sendo conduzidos, você e eu, para o agora. Você é uma possibilidade minha, menino. Possibilidade não verbalizada. Como um sentimento sem nome, feito de uma palavra estranha. Palavra que nunca vai caber em dicionário nenhum, e que ninguém nunca vai inventar. Repetição? Sim. É que eu tento apagar, eu minto pra satisfazer tuas vontades, te pedindo pra não vir. Mas você fica. E sempre vai ficar. Continua existindo, musicado. O inevitável dança aos meus olhos. Aí chega a hora em que distribuo um segredo: o tudo que faltava, talvez seja você. Digo e vou dormir, sem sonho, mas dentro dele."

(Jaya Magalhães in Líricas.)


P.S: talvez tu nunca leia este texto, assim como eu nunca o escrevi, porém a necessidade de expressar isso hoje, fez com que publicasse ele aqui. A bagunça está maior, o 'desesperado' fez com que o futuro virasse ausente, quem sabe passado. Mas eu não quero isso. Não sei o que fazer, o que pensar, o que dizer. Sigo aqui. Vou esperar um pouco mais. Mas uma coisa é certa: não quero muro entre nós.

domingo, 2 de maio de 2010


Por acaso achei você
Sem procurar ou perder
Uma fortuna de glórias
Em comum longas histórias
Aperta os laços na memória
Não quero impressionar
E mesmo querendo só ganhar
A derrota tem seu espaço
Tristeza é se acostumar
Mas a beleza não mente
Acreditamos em nós descrentes.







P.S. O garoto que faz, em uma fração de segundo, meu coração dar pulos e minha mente pensar mil coisas...


quarta-feira, 28 de abril de 2010




"Não estou afim de falar de enchentes, AIDS, Governo.

Quero cantar canções de amor.

Já desisti de fazer músicas para salvar o mundo.

Eduardo e Mônica estão divorciados"


(Renato Russo, 1988)



P.S.: Sabe aquela coisa: li e me apaixonei? foi exatamente isso...

agora o porquê não sei dizer, mas tem coisas que são assim mesmo:

INEXPLICÁVEIS

segunda-feira, 26 de abril de 2010


"O nosotros somos capaces de destruir

con argumentos las ideas contrarias,

o debemos dejar que se expresen.

No es posible destruir ideas por la fuerza,

porque esto bloquea cualquier desarrollo

libre de la inteligencia"



(Ernesto Rafael Guevara de La Sierna)




P.S.: sem coments..rsrs

domingo, 25 de abril de 2010

Perfeita Simetria - Engenheiros do Hawaii

Esta música tem um trecho que volta e meia falo por aí:

"Perdoa o que puder ser perdoado

Esquece o que não tiver perdão"

Hoje.. tudo a ver: Vamos voltar!!!!

Amo muito td isso....

sexta-feira, 16 de abril de 2010


Amor, então
também acaba?
Não, que eu saiba.
O que eu sei
é que se transforma
numa matéria-prima
que a vida se encarrega
de transformar em raiva.
Ou em rima.

(Paulo Leminski)



P.S. Achei isto rabiscado num livro que utilizava alguns anos atrás..
fazia horas que não abria o livro... (Paulo Freire - Pedagogia do Oprimido)
nunca imaginei usar ele na Enfermagem.. rsrsrs

Aproveito e dedico ao Ernesto, grande apreciador do Leminski
BjoO

quarta-feira, 14 de abril de 2010


"Que eu adormeça toda vez que for derramar lágrimas inúteis, e desperte com o coração cheio de esperanças..."



(Oswaldo Antonio Begiato in Oração a mim mesmo)

domingo, 28 de março de 2010


No dia de hoje não poderia deixar de ser registrado aqui uma lembrança.
A única certeza é que não é só no dia 27 de março que és lembrado, escutado, adorado, cultivado em nossas memórias e corações que nunca mais serão os mesmos depois de ti...
Renato Russo.. eternamente.
"Eu sou um pássaro
Me trancam na gaiola
E esperam que eu cante como antes
Mas um dia eu consigo existir
e vou voar pelo caminho mais bonito.."
(Renato Russo in Clarisse)

sexta-feira, 26 de março de 2010

A quem interessar possa


Há tempos estou para lhe falar algumas coisas. Tudo tem ficado muito confuso, cada vez mais sinto que você me alcança menos e acho que esclarecer algumas coisas pode ajudar. Você diz que me ama, mas talvez esteja enganado. O amor compreende, e o amor só ama de verdade aquilo que o completa. Talvez você ame o que você é quando estou por perto. Talvez você ame apenas a ideia que tem de mim, e isso não sou eu. Isso é você querendo que eu caiba nos seus anseios, nos seus desejos. Vê? isso é você amando a si mesmo. Essa é a soma das suas perspectivas, que muitas vezes não condiz com o real. Nesse caso, não tendo eu outra alternativa além de ser o que eu sou, a você restam duas opções: me ame, ou me deixe. Me queira com tudo que eu tenho de bom e de ruim, com todas as idiossincrasias e as pequeninas coisas que às vezes você nem considera correto. Entenda que eu não escolhi e nem tenho culpa de ser cavalo selvagem: o fato de você conseguir cavalgar comigo depende unicamente da sua destreza. Entenda que eu sou como um gato, variável, inconstante, mas sempre honesto: uma vez que sabe lidar com ele é garantia de carinho e apego eterno. Caso contrário, arranhões e comportamento arredio são inevitáveis. Caso contrário, se prepare para me ver fugir ou te ignorar. Quem quer conviver com bichos selvagens, deve estar preparados para as intempéries. No mínimo existe a garantia de surpresa e nenhuma previsibilidade, nunca se sabe o que pode acontecer. Pra uns isso pode parecer desesperador, para outros é apenas imensamente emocionante. é sempre seu direito botar na balança e decidir se quer viver assim na corda bamba, numa aventura sem roteiro pré-estabelecido. Não tome por pretensiosa por falar desse jeito sobre mim mesma. É apenas uma tentativa de que eu e você descubramos se existe realmente algum laço real, ou se ele é feito de filó. Decifra-me ou te devoro. Sem dó nem piedade.



(Pitty in Pitty O Boteco)



Tuas palavras me traduzem...

Achei isso aqui: www.pitty.com.br/blog.php

quarta-feira, 24 de março de 2010

Mulheres do Topo da Árvore


As Melhores Mulheres pertencem aos homens mais atrevidos. Mulheres são como maçãs em árvores.

As melhores estão no topo.

Os homens não querem alcanças essas boas, porque eles têm medo de cair e se machucar. Preferem pegas as maçãs podres que ficam no chão, que não são boas como as do topo, mas são fáceis de se conseguir.

Assim, as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas, quando, na verdade, ELES estão errados...

Elas têm que esperar um pouco mais para o homem certo chegar. Aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore.



(Machado de Assis)
Dedicado à Daii :D
pelas longas e agradáveis conversas..

domingo, 21 de março de 2010



Será que amar é mesmo tudo ??


(Fernanda Mello e Rogério Flausino in O que eu também não entendo)

sábado, 20 de março de 2010

O Amor


Quando o amor vos fizer sinal, segui-o;
ainda que seus caminhos sejam duros e difíceis.
E quando as suas asas vos envolverem, entregai-vos;
ainda que a espada escondida na sua plumagem
vos possa ferir.

E quando vos falar, acreditai nele;
apesar de a sua voz
poder quebrar os vossos sonhos
como o vento norte ao sacudir os jardins.

(...)

O amor só dá de si mesmo,
e só recebe de si mesmo.

O amor não possui
nem quer ser possuído.

Porque o amor basta ao amor.

E não penseis
que podeis guiar o curso do amor;
porque o amor, se vos escolher,
marcará ele o vosso curso.

O amor não tem outro desejo
senão consumar-se.

Mas se amarem e tiverem desejos,
deverão ser estes:
fundir-se e ser um regato corrente
a cantar a sua melodia à noite.

Conhecer a dor da excessiva ternura.
Ser ferido pela própria inteligência do amor,
e sangrar de bom grado e alegremente.

Acordar de manhã com o coração cheio
e agradecer outro dia de amor.

Descansar ao meio dia
e meditar no êxtase do amor.

Voltar à casa ao crepúsculo
e adormecer tendo no coração
uma prece pelo bem amado,
e na boca um canto de louvor.


(Khalil Gibran Khalil)